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MENSAGENS DE CONDOLÊNCIAS

A propósito da notícia do falecimento do Dr. Carlos Ferreira Castro, registramos aqui as mensagens de condolências de outros colegas, solicitando a gentileza da nossa Associada Dra. Eliane Baruch, Perita Criminal na Assistência da SPTC, de fazê-las chegar aos familiares do já saudoso amigo.

Abaixo o teor das referidas mensagens, inclusive as da Dra. Eliane.

Atenciosamente,

Jarim Lopes Roseira, presidente da IPA-SP

Em 25/05/2021, Eliane Baruch escreveu:

Amigo querido, o Sr. é um gentleman mesmo, assim como o Sr. Carlos. 
Vou repassar essa mensagem pra esposa e pra filha dele, a Helena, também.

Abraços

Prezada Amiga Dra. Eliane, boa tarde:

Fico imensamente grato com a sua gentil iniciativa. Somente assim a família do saudosos amigo Dr. Carlos Ferreira Castro poderá ficar sabendo da nossa consideração pessoal e, também, de muitos outros policiais que como eu o tinha em grande conta.

Coloque os préstimos da nossa IPA-SP á disposição da família enlutada.

Mais uma vez agradeço pela sua atenção, que é reciproca.

Atenciosamente,

Jarim Lopes Roseira – Presidente da IPA-SP

Em 25/05/2021, Eliane Baruch escreveu:

Boa tarde.

Sr. Jarim, estou retransmitindo o e-mail para a esposa do Sr. Carlos. Ela é sogra do meu irmão.

Tenho certeza que vai ficar grata com suas palavras.

Abraços dessa amiga

FELIZMENTE, NADA HÁ A FESTEJAR. APENAS CELEBRAR A DATA: SALVE 21 DE ABRIL!

        O texto que abaixo segue, foi por mim escrito há um ou dois anos atrás. Nada há a acrescentar ou suprimir. Por isso, segue aqui fielmente transcrito.

Jarim – IPA-SP

21 DE ABRIL CONTINUA SENDO O “DIA DAS POLÍCIAS CIVIL E MILITAR”

Por Jarim Lopes Roseira

        Enquanto não for revogado, é o Decreto-Lei nº 9.208, de 29 de abril de 1946 (*) assinado pelo presidente da República marechal Eurico Gaspar Dutra, o diploma legal de maior hierarquia que disciplina a matéria. Por ser de âmbito federal, amparado em dispositivo da Constituição então vigente, vigora em todo o território nacional.

        É sabido que existem leis estaduais que fixam datas diversas para essa comemoração, como aqui no Estado de São Paulo, onde uma lei elege o dia 30 de setembro para a comemoração do “Dia da Polícia Civil”.     

    Qualquer que seja o motivo alegado pelos legisladores estaduais, a fundamentação do decreto-lei do Marechal Dutra acho que supera a todos pelo cunho altruístico e de profunda exaltação cívico-patriótica. Vejamos o que dizem os dois únicos “considerandos” que justificam a homenagem:

      “Considerando que entre os grandes homens da História-Pátria que mais se empenharam pela manutenção da ordem interna, avulta a figura heróica do alferes Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes), o qual, anteriormente aos acontecimentos que foram base da nossa Independência, prestara à segurança pública, quer na esfera militar, quer na vida civil, patrióticos serviços assinalados em documentos do tempo e de indubitável autenticidade;

       Considerando que a ação do indômito protomártir da Independência, como soldado da Lei e da Ordem, deve constituir um paradigma para os que hoje exercem funções de defesa da segurança pública, como sejam as polícias civis e militares, às quais incumbem a manutenção da ordem e resguardo das instituições,

       Fica instituído o “Dia das Polícias Civil e Militar”, que será comemorado todos os anos a 21 de abril, data em que as referidas corporações em todo o país realizarão comemorações cívicas que terão como patrono o grande vulto da Inconfidência Mineira”.

        Rio de Janeiro, 29 de abril de 1946, 125º da Independência e 58º da República.

        Eurico G. Dutra – Presidente da República

      (*) O texto do Decreto-Lei está na página 69 do “Vade Mecum Policial”, de autoria do Dr. Carlos Alberto Marchi de Queiroz – Edição do Autor – ano 2004.

Jarim Lopes Roseira é Escrivão de Polícia aposentado e presidente da Seção de São Paulo da IPA

NOSSO ADEUS AO INESQUECÍVEL AMIGO CÉLIO RAMIRES

      Quem conviveu com o Professor CÉLIO RAMIRES sabe de suas raras qualidades: amizade, companheirismo, espírito classista e vasta cultura.

     Poucos são os policiais ainda vivos que tiveram o privilégio, como eu, de ingressar na Polícia (a saudosa Guarda Civil do Estado de São Paulo) na mesma turma que ele, no longínquo ano de 1965.

      Cursamos a então Escola de Polícia, na rua São Joaquim, 580, e depois de formados fizemos o estágio de três meses, na Divisão de Reservas, no casarão da rua Martim Bouchard, no bairro do Brás. Depois, cada qual foi trabalhar em unidades de policiamento, no centro de São Paulo.

     Célio, que dominava o idioma Espanhol e tinha trabalhado durante três anos como Comissário de Bordo numa conceituada companhia de aviação, logo foi convidado a trabalhar na sede do comando geral da Corporação. Logo depois, prestou concurso para Escrivão de Polícia e foi escolhido para exercer as funções do cargo no importante Departamento de Ordem Política e Social – DOPS, onde ficou por um bom tempo.

      Extinto o lendário DOPS, Célio foi trabalhar em distritos policiais da Capital, aposentando-se com mais de 40 anos de serviço, na mais alta classe da Carreira de Escrivão de Polícia.

       De 1985 a 1988, integrou conosco a diretoria da Associação dos Escrivães de Polícia, quando demonstrou o seu acendrado espírito classista, desenvolvendo relevantes serviços junto ao Departamento Cultural.

     Célio era pós-Graduado em Geografia e História, tendo lecionado sobre essas matérias, além do idioma Espanhol, na APEOESP, no INSS e também aqui nas dependências da IPA-SP, nos cursos por esta mantidos.

     Sempre escreveu em nossas publicações, especialmente com suas excelentes narrações históricas em forma de crônicas, sob o pseudônimo de “Zerimar Oilec” – seu nome escrito de trás para a frente. A última delas foi publicada na revista “Newsletter IPA SÃO PAULO”, edição de abril/agosto, sob o título “Anacleto e os Diabos”, bastante interessante.

       Quando diagnosticado doente, Célio Ramires continuou freqüentando, por meses, a sede da IPA-SP, tendo até secretariado a última reunião da Diretoria, lavrando a que seria a sua última e impecável ata.

     Quando sua filha Valéria, que é psicóloga holística, nos ligou para comunicar o seu falecimento, disse, laconicamente: “Jarim, seu Amigo foi acender uma fogueira no céu”.  Nos minutos que se seguiram, ao ver-me com lágrimas nos olhos, a Secretária Gabriela procurou me confortar e eu disse a ela: “Era mais que um amigo, era um irmão”. No Memorial Pacaembu, no dia 18/12/2020, eu e o Professor Nilton Amorim, fomos levar o último adeus da IPA-SP ao seu querido ex-1º Secretário, Célio Ramires.

São Paulo, 21 de dezembro de 2020

Jarim Lopes Roseira

Presidente da Seção Regional da IPA-SP

REPRESENTAÇÃO DA “IPO” NO BRASIL, OUTORGA CERTIFICADO AO PRESIDENTE DA IPA-SP

   O representante da International Police Organization – IPO no Brasil, Dr. Rubens Fernando Silva, Superintendent Officer, representando a autoridade responsável, presidente Iliza Zivocic – Msc (Bélgica), ofereceu ao presidente da Seção Regional da IPA em São Paulo, Jarim Lopes Roseira, um CERTIFICADO da sua participação e colaboração nas atividades da IPO no Brasil.

       Foi incumbido de proceder a entrega o Detetive Fábio Lacerda, antigo associado da IPA-SP.

       O agraciado agradeceu a distinção, afirmando ser esse o espírito ipeano, unir os policiais de todo o mundo, sob o lema “Servo per Amikeco” (servir através da amizade).

A Diretoria da IPA-SP

21/12/2020

Acima a Reprodução do Certificado, quando da entrega, feita na sede da IPA-SP, pelo Detetive Fábio Lacerda. 

COMUNICADO DE FALECIMENTO

      Srs. Diretores e Associados:

      Com o mais profundo pesar, comunicamos o falecimento do nosso querido 1° Secretário Prof. CÉLIO RAMIRES, ocorrido nesta Capital, na data de ontem, 17/12.

       O corpo será velado das 11 às 13 horas, no Memorial Pacaembu, na Av. Pacaembu, 1254.

       O Prof. Célio deixa viúva a Sra. Suzete e órfãos os filhos Valéria, Hélade (Escrivã de Polícia aposentada), Alexandre e Ilíria.  

       Escrivão de Polícia de Classe Especial, oriundo da ex-Guarda Civil do Estado de São Paulo, onde ingressou no ano de 1965, Célio era pós-graduado em História e Geografia, tendo lecionado por longos anos.

Trabalhou no extinto DOPS e em diversas unidades da Polícia Civil.

      Sempre foi classista, tendo feito parte da diretoria da AEPESP, na gestão de 1985/88. Era o atual 1° Secretário da IPA-SP, onde prestava inestimáveis serviços.

        Deixa imorredoura saudade.

São Paulo, 18 de dezembro de 2020

Jarim Lopes Roseira,

Presidente da IPA São Paulo


Na foto, de pé ao centro, Célio Ramires; sentado Jarim e à esquerda, o saudoso Investigador Alcindo Alves Rodrigues.